quarta-feira, 21 de julho de 2010

VOU-ME PIRAR - 2

A 1ª NOITE
O trânsito era cada vez menos intenso. A noite ia ficando cada vez mais fria e a vontade de comer qualquer coisa cada vez se manifestava mais.
Encontrei aberta, uma tasca. Depois de uma omeleta de presunto, batatas fritas na hora e dois copos de vinho tinto “lá da terra” restava-me arranjar um local para passar a noite. O tasqueiro o melhor que “tinha” para oferecer era a estação de comboios, situada a uns quinhentos metros (afinal eram quase dois kilómetros), que estava aberta toda a noite.
-Diga ao chefe que é meu amigo, recomendou-me!
Abastecido com uma garrafa de cerveja, um quarto de pão caseiro e algumas fatias de presunto, tudo oferta da mulher do tasqueiro, lá fui.
O chefe, que também vendia os bilhetes e manobrava electronicamente as agulhas, olhou-me desconfiado sem me saber recomendado pelo tasqueiro; esclarecido que foi acabou-se-lhe as desconfianças e sabendo da minha necessidade logo me colocou à disposição a sala de espera onde um enorme sofá me acolheu de braços abertos. Devido à sua adiantada idade, um deles até mais aberto que o outro…
O chefe, atencioso, apareceu-me com um cobertor para me proteger do frio da noite. Aceitei! Receando no entanto correr o risco de apanhar uma pneumonia devido às correntes de ar que poderiam ocorrer pela quantidade de buracos que o cobertor mostrava.
Resolvida que estava a primeira noite, embrulhei-me nos buracos do cobertor, deitei-me no sofá e sem dificuldades adormeci rapidamente.
(a continuar)

terça-feira, 22 de junho de 2010

VOU-ME PIRAR - 1

A PARTIDA
Estou decidido! Vou mudar tudo. Esquecer o que fui e como fui. Deitar fora todas as recordações, boas e más, e fechar a memória a tudo o que vivi. Porque não quero mais ser o que fui nem fazer o que fiz. Não voltarei aqui nem voltarei a ver o que vi. Não quero ouvir o que já ouvi e sobretudo não pensar no que até agora acreditei. O porquê não é importante. O que realmente é importante é o que decidi. Vou-me pirar!
Era isto o que pensava sentado naquela esplanada junto à praia e com um copo de cerveja como única companhia; meia companhia porque meio cheio.
Nada me prendia áquela casa nem áquela rua nem áquela gente. Os livros já não existiam, só a sua memória… oops, não posso e não quero apagar a memória do que li. (Sempre se salva alguma coisa, afinal!)
Para além dos ténis que calço, das calças, da camisa e do blusão que visto, toda a minha vida cabe dentro da mochila que está poisada no chão junto à cadeira onde estou sentado.
Olho a praia quase deserta neste fim de tarde, cheia dos risos e dos gritos das poucas crianças que correm “atrás” das gaivotas que vêm passar a noite no areal. Mais ao longe uns quantos disputam um jogo de bola preparados para uns últimos mergulhos no mar antes de regressarem a casa.
Olho o mar, calmo e quase sem ondulação. Ao longe um navio prepara-se para entrar no porto. Mais perto navegam traineiras a caminho de outra noite de pesca.
Todos! Barcos e traineiras, crianças e adultos, até as gaivotas, todos têm um destino, um percurso para cumprirem até ao porto de chegada. Todos!
Eu também quero ter. Mas não aquele onde estive ancorado até hoje. Quero navegar para mais longe. Para onde a vista alcança. Até para mais longe.
Sobretudo para mais longe…, muito longe!
Com o sol cada vez mais mergulhado no mar, acabo com a cerveja e começo a caminhada de mochila às costas. Sigo pela berma da estrada junto ao mar, calmamente, dizendo para mim mesmo: devias ter começado esta cena de manhã…; mas agora já está! Algum local para passar a noite hei-de encontrar.
(a continuar)

domingo, 13 de junho de 2010

Oops!!

Depois de um dia de trabalho o que mais de apetece é ir para casa, tomar um banho e descansar no sofá durante uma meia horita até que a Lina (é o diminutivo desde sempre) diga: já podes ir fazer o jantar...; ou descansar mais um pouco até que a mesma Lina diga: anda daí que o jantar já está pronto! Confesso que são mais estas as vezes do que aquelas...!
Mas hoje o que interessa não é isso; é isto:
Cheguei a casa, abri a porta, entrei descontraidamente como é hábito e olhando em redor pensei: porra!, enganei-me no andar e entrei na casa da vizinha! (que é bem jeitosa, a vizinha e não a casa).
Voltei a trás, fechei a porta e senti-me perdido: onde é que eu estou? tudo porque senti que estava no sítio certo. e no entanto "não estava" porque a casa era outra!
"Outra"? Olhei para todos os lados, para a (minha ??) porta, para a porta da vizinha (e bem jeitosa que ela é, a vizinha e não a porta), para a chaves que tinha na mão e para a fechadura da porta. Tudo me pereceu familiar. Voltei a entrar! Desconfiado é verdade, mas entrei. Tudo me pareceu familiar, desde a mobília aos tapetes (não) persas e aos cortinados. Vi que a cama é a minha e o psixé e o computador também. Afinal estou em MINHA casa. Então...?
Já mais calmo foi então que vi o recado da minha "sócia": mudei o visual da coisa!
Uf! Afinal não estou tão parvo como pensava; ainda sei reconhecer a minha casa, ainda que não logo, logo à primeira! Quer dizer: tenho dias...
Deixei passar uns momentos e fui para o duche. Já molhado tive que sair de toalha enrolada à cintura para abrir a porta. Era a encomenda do Nespresso. Que a vizinha também tinha encomendado e também estava recebendo. E que jeitosa que é (a vizinha, não a encomenda).
Ao ver-me de peito descoberto disse:

-Oh vizinho estava no banho?, nunca o vi assim!
-a... a.... pois, a... é pena, quero dizer... pois não, quero dizer...
-Até logo vizinho! e fechou a porta.
-...pois...
-Fecha a porta e vai para o banho! E fecha a boca também! disse da Lina que chegava do trabalho!
*********** Podia ter-se passado assim!!!***********
Como disse de início, tens (temos) toda a liberdade para modificar a "coisa". Desta só não gosto da cor, mas porque prefiro cores abertas, alegres; razão porque não gosto dos cinzentos...!
Queres tentar outra ideia?

terça-feira, 8 de junho de 2010

O BOM, O MAU E O PÉSSIMO

No decorrer desta semana parece que tudo correu mal, mas afinal tudo correu bem. Ou não!
A crise acentua-se a cada hora que passa.
É mau.
O povo chateia-se porque só viu a selecção durante dez minutos.
É mau.
Os impostos aumentam. Os vencimentos ficam congelados.
É (muito) mau.
A malta exulta porque "ganhámos" aos Camarões.
É bom.
Para combater a desertificação do interior vão encerrar escolas (900 ??) com menos de 21 alunos cujas famílias não sabem como vão poder pagar despesas que isso possa acarretar.
É mau.
A selecção foi recebida entusiasticamente na África do Sul.
É bom.
Com o anunciado encerramento das escolas os professores cada vez têm menos postos de trabalho.
É mau.
O ambiente que se vive dentro da selecção é bestial.
É bom.
O Drogba lesionou-se e se calhar não vai jogar o mundial.
É mau (para ele)
O Drogba se calhar cura-se a tempo de jogar no mundial.
É bom (para ele)
O Presidente Cavaco apela a que se passem férias cá dentro.
É bom.
O pessoal está sem dinheiro para as férias.
É mau.
Mas a maior preocupação é ganharmos o primeiro jogo do mundial.
Vai ser muito bom.
Senão... corre tudo muito mal.

domingo, 30 de maio de 2010

UMA OPINIÃO

Há um assunto (a religião católica, ou mais concretamente a Igreja), que evito referir numa abordagem irónica por respeito para com as pessoas que acreditam; sobretudo pelas que só acreditam e se demitem, consciente ou inconscientemente, de uma análise critica ao que lhes é dito em cada sermão.
(E nem mesmo “a sério” é meu hábito fazê-lo).
Todavia há sempre uma vez em que tenho vontade de falar e essa vez é hoje, a propósito da intervenção do Patriarca de Lisboa, afirmando que o PR não deveria ter promulgado a lei sobre os casamentos homossexuais.
Devo dizer que eu não votaria num referendo, sobre este assunto. Entendo que cada um ou cada uma, deve casar com quem entender. É um assunto que respeita aos próprios. Ponto! E se é a palavra “casar” que está no engulho da Igreja, então chamem-lhe contrato de união, de núpcias, ou de outra qualquer definição. Para todos o efeitos é um casamento.
Dizia: a Igreja não aceita que a sociedade civil interfira e/ou critique o comportamento dos seus elementos e dos seus comportamentos.
Porém acha-se no direito de intervir nessa mesma sociedade civil. Ainda que esta intervenção se projecte sobre cidadãos que não são católicos e que são cristãos só porque foram baptizados quando ainda bebés. Com essas opiniões e pensamentos acho que querem afastar das práticas religiosas homossexuais católicos. Porque também os há! Se vivêssemos uns 5 séculos atrás haveriam fogueiras nos pelourinhos?

terça-feira, 18 de maio de 2010

missão cumprida :p


O prometido é devido...diz lá que esta neve não é super gira, hein?
eheheh
Beijokas :)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

miúdas giras 2



ehehehehehehehehe
Beijoka :)