sábado, 18 de setembro de 2010

VOU-ME PIRAR - 5

A VIAGEM

A entrada do comboio na estação foi quase silenciosa contrastando com a algazarra provocada pela enorme onda de gente que, aparentemente, só esperava a chegada do comboio para encher a gare e entrar "ao monte" pela primeira porta que encontrasse, independentemente de qual carruagem!
Perdi-te de vista!
Se me era conveniente toda aquela confusão e amontoado de gente, (porque eu não tinha comprado o bilhete), tal situação separou-nos definitivamente. Eu chamei-te. Garanto que o fiz. Mas chamei por quem, se não fiquei sabendo o teu nome? O nome que me sugeri foi: Maria! E gritei-o mais do que chamei. Olharam-me diversas "Marias" mas tu não eras nenhuma delas porque todas tinham olhos castanhos, (sedutores, diria), e rostos belos sem dúvida.
Mas não eras tu.
Espremido entre tantos companheiros de viagem fui-me convencendo: desapareceste-me!

Sem explicação racional senti-me vazio!
Senti que me faltavas apesar de te ter encontrado por minutos.
Ou seja, não te conhecia. Por isso, o vazio que sentia não tinha explicação. Por isso...

Sem perceber como dei por mim fora do comboio "levado ao colo" pela enxurrada de passageiros que saía na última paragem.
Sem que tivesse dado conta tinha chegado ao final a linha!
Olhei em redor procurando-te, mas nada! Parecia que aquele comboio te transportara para outra dimensão à qual eu não tinha acesso. E pensava: eu não sonhei isto; eu falei com ela; mas qual ela?
Falta-me um nome. E a falta de um nome é (mesmo) um impedimento.

Saí para a cidade descendo os quatro degraus sobre os quais a estação assentava. Autocarros e automóveis corriam em direcções contrárias sem se preocuparem com os peões que, movendo-se atabalhoadamente, saltitavam no meio da rua em caricatos movimentos acrobáticos.
Tudo aquilo era exactamente do que eu pretendia fugir.
É de tudo isto que eu pretendo pirar-me!

(a continuar)

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

VOU-ME PIRAR - 4.b

IV- CONFIDÊNCIAS (2)

É engraçado isso que contas; é assim como sonhares acordada revivendo momentos passados da tua infância onde, tal como eu, misturas realidade e imaginação.

O chegares atrasada com os cabelos em desalinho;

O não saberes onde estavas numa fuga à realidade que te preocupa;

A não-aceitação de sujidade reflectida nessa espécie de WC ferroviária;

E por isso a fuga no primeiro comboio que conseguiste apanhar cujo destino não era, seguramente, o mais importante;

Eu sempre gostei de andar de comboio (e ainda gosto) sem razão especial a não ser o prazer de viajar, e gostava de o fazer com a cabeça fora da janela, olhando em frente apanhando o vento na cara, aproveitando a deslocação e a resistência do ar para fazer da minha mão uma espécie de avião que subia e baixava vezes sem conta.

Chegava também a imaginar-me montado num cavalo, galopando ao lado do comboio ou conduzindo um carro em alta velocidade quando a linha corria lado a lado, junto a alguma estrada.

Coisas de crianças, influenciadas pelos filme de aventuras e que os adultos raramente entendem.

Mas nunca achei que as árvores e as casas se moviam!

Talvez porque nunca tive um bom professor

(a continuar)

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

VOU-ME PIRAR - 4

CONFIDÊNCIAS (1)
Acordei sobressaltada sem saber onde estava...
Quem chegava à estação estranhava ver-me ali, olhavam de lado e abanando a cabeça seguiam o seu caminho...
Levantei-me envergonhada e dirigi-me à casa de banho...casa de banho era um nome demasiado pomposo para designar aquele espaço minúsculo...uma sanita e um pequeno lavatório que tinha por cima um pedaço do que um dia fora um espelho eram todo o mobiliário...depois de lavar a cara e dar um jeito no cabelo, senti-me um pouco melhor...
Saí, peguei nas minhas coisas e entrei no primeiro comboio que chegou à estação...não importava para onde ia nem o tempo que a viagem ia demorar...não tinha rumo certo e tempo era o que não me faltava...tempo eu tinha de sobra...
Sentei-me perto de uma janela e fui vendo a paisagem que à medida que o comboio avançava ia ficando para trás...
Sorria ao lembrar o que me diziam quando eu era uma criança...que não era o comboio que andava, mas sim as árvores e as casas que se moviam...
E eu cheguei a acreditar...
(a continuar)

domingo, 1 de agosto de 2010

VOU-ME PIRAR - 3

O ACORDAR
PÔINGGG…, PÔINGGG…! Sobressaltado sem saber onde estava, levantei-me nem sei como e, em pânico, corri para a porta para fugir nem eu sabia do quê; abri a porta e… era o WC de sala de espera! Recordei-me da noite anterior e percebi que foi o comboio expresso que me tinha acordado à sua passagem. Já mais calmo (e depois de aliviar a bexiga) voltei para a mochila onde me esperavam as fatias de presunto, o pão e a cerveja. Não era o pequeno-almoço ideal mas era o melhor que tinha. Foi então que a vi, sentada a um dos cantos da sala olhando-me entre espantada e curiosa e com um semblante sorridente provocado pelo meu acordar “explosivo”.
-Olá, bom dia…, pensei mais do que falei, mas deve ter-me ouvido já que respondeu:
- Bom dia.
Fixei-a esforçando-me por coordenar as ideias (ou seja, acordar de facto), e querendo saber o que dizer-lhe mais; mas nada…

-
Ficamos sempre um bocadinho estranhos quando acabamos de acordar, ainda mais quando se acorda na sala de espera de uma estação de comboios. Dormiste aqui?
-Sim!

-
Cansaço?
-Pois ontem iniciei uma caminhada e perto da meia-noite fiquei por aqui para passar a noite.

-
Melhor aqui que dormir ao relento, mas pela tua cara não me parece que fosse uma noite muito confortável, ainda mais quando somos acordados pelo barulho estridente de um comboio.
-Pois foi; se não fosse o expresso ainda estava a dormir. Que horas serão?

-
São 6 horas.
-Ainda é tão cedo…

-
Cedo demais, a quem o dizes...
-Também passaste a noite aqui?

-
Não credo! Cheguei há pouco mais que 10 minutos
-Ah…! Esperas alguém?

-
Espero- ehehe- o comboio.
-Vais viajar? Estás de férias?

-
Vou viajar, mas não de férias, vou trabalhar.
-Claro, claro; é importante trabalhar, evidentemente! Eu também trabalhava ainda que uma amiga minha diga que não faço nada…

-
E será que a tua amiga não está certa? Não me parece que trabalhes muito...
-Não! É brincadeira dela para me “atazanar” o juízo.

-
Achamos sempre que trabalhamos mais que os outros, por vezes até achamos que somos os únicos que trabalham...
-Trabalhava em transportes internacionais mas desisti. E tu?

-
Tenho um negócio meu, pequenino, mas meu.
-Tens um negócio? Ah sim? E então, vai correndo bem?

-
Já é um hábito falar-se da crise e dizer que isto está tudo mal, mas a verdade é que está mesmo muito mau...
-Pois, com a crise as pessoas vão prescindindo de alguns extras…

-
Sim, mas não é só isso, os encargos são cada vez mais...muitos impostos, pouco dinheiro, poucos clientes...o que eu vendo não são extras, são bens de primeira necessidade, mas mesmo assim as pessoas compram o minímo...
-Não, não quero dizer isso; mas a verdade é que os €uros não chegam para tudo.

-
E não chegam mesmo, mas o problema é que a maioria das pessoas vivem acima das suas possibilidades, tiram mais depressa à mesa que aos luxos...
-Pronto! Ok!, Ok! Desculpa… (bolas…, cuidado com ela!!!,)

-
Não tens que pedir desculpa, é a realidade...
-Vais apanhar este comboio que está a chegar?

-
Vou.
-Ah sim, apanhas sempre este, todos os dias…

-
Normalmente sim, a menos que me atrase...E tu, vais neste ou vais dormir mais um bocadinho?
-Não, também vou! Sempre conversamos mais um pouco se não te importas.

E lá fomos. Ela toda perfumada e maquilhada, sapatos de salto alto, daqueles às tiras mais a mala a condizer, e eu de mochila e cobertor (mais os buracos) às costas, e também um problemazinho: não tinha bilhete!

-Como te chamas?, perguntei enquanto entrávamos na terceira carruagem.

(a continuar)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

VOU-ME PIRAR - 2

A 1ª NOITE
O trânsito era cada vez menos intenso. A noite ia ficando cada vez mais fria e a vontade de comer qualquer coisa cada vez se manifestava mais.
Encontrei aberta, uma tasca. Depois de uma omeleta de presunto, batatas fritas na hora e dois copos de vinho tinto “lá da terra” restava-me arranjar um local para passar a noite. O tasqueiro o melhor que “tinha” para oferecer era a estação de comboios, situada a uns quinhentos metros (afinal eram quase dois kilómetros), que estava aberta toda a noite.
-Diga ao chefe que é meu amigo, recomendou-me!
Abastecido com uma garrafa de cerveja, um quarto de pão caseiro e algumas fatias de presunto, tudo oferta da mulher do tasqueiro, lá fui.
O chefe, que também vendia os bilhetes e manobrava electronicamente as agulhas, olhou-me desconfiado sem me saber recomendado pelo tasqueiro; esclarecido que foi acabou-se-lhe as desconfianças e sabendo da minha necessidade logo me colocou à disposição a sala de espera onde um enorme sofá me acolheu de braços abertos. Devido à sua adiantada idade, um deles até mais aberto que o outro…
O chefe, atencioso, apareceu-me com um cobertor para me proteger do frio da noite. Aceitei! Receando no entanto correr o risco de apanhar uma pneumonia devido às correntes de ar que poderiam ocorrer pela quantidade de buracos que o cobertor mostrava.
Resolvida que estava a primeira noite, embrulhei-me nos buracos do cobertor, deitei-me no sofá e sem dificuldades adormeci rapidamente.
(a continuar)

terça-feira, 22 de junho de 2010

VOU-ME PIRAR - 1

A PARTIDA
Estou decidido! Vou mudar tudo. Esquecer o que fui e como fui. Deitar fora todas as recordações, boas e más, e fechar a memória a tudo o que vivi. Porque não quero mais ser o que fui nem fazer o que fiz. Não voltarei aqui nem voltarei a ver o que vi. Não quero ouvir o que já ouvi e sobretudo não pensar no que até agora acreditei. O porquê não é importante. O que realmente é importante é o que decidi. Vou-me pirar!
Era isto o que pensava sentado naquela esplanada junto à praia e com um copo de cerveja como única companhia; meia companhia porque meio cheio.
Nada me prendia áquela casa nem áquela rua nem áquela gente. Os livros já não existiam, só a sua memória… oops, não posso e não quero apagar a memória do que li. (Sempre se salva alguma coisa, afinal!)
Para além dos ténis que calço, das calças, da camisa e do blusão que visto, toda a minha vida cabe dentro da mochila que está poisada no chão junto à cadeira onde estou sentado.
Olho a praia quase deserta neste fim de tarde, cheia dos risos e dos gritos das poucas crianças que correm “atrás” das gaivotas que vêm passar a noite no areal. Mais ao longe uns quantos disputam um jogo de bola preparados para uns últimos mergulhos no mar antes de regressarem a casa.
Olho o mar, calmo e quase sem ondulação. Ao longe um navio prepara-se para entrar no porto. Mais perto navegam traineiras a caminho de outra noite de pesca.
Todos! Barcos e traineiras, crianças e adultos, até as gaivotas, todos têm um destino, um percurso para cumprirem até ao porto de chegada. Todos!
Eu também quero ter. Mas não aquele onde estive ancorado até hoje. Quero navegar para mais longe. Para onde a vista alcança. Até para mais longe.
Sobretudo para mais longe…, muito longe!
Com o sol cada vez mais mergulhado no mar, acabo com a cerveja e começo a caminhada de mochila às costas. Sigo pela berma da estrada junto ao mar, calmamente, dizendo para mim mesmo: devias ter começado esta cena de manhã…; mas agora já está! Algum local para passar a noite hei-de encontrar.
(a continuar)

domingo, 13 de junho de 2010

Oops!!

Depois de um dia de trabalho o que mais de apetece é ir para casa, tomar um banho e descansar no sofá durante uma meia horita até que a Lina (é o diminutivo desde sempre) diga: já podes ir fazer o jantar...; ou descansar mais um pouco até que a mesma Lina diga: anda daí que o jantar já está pronto! Confesso que são mais estas as vezes do que aquelas...!
Mas hoje o que interessa não é isso; é isto:
Cheguei a casa, abri a porta, entrei descontraidamente como é hábito e olhando em redor pensei: porra!, enganei-me no andar e entrei na casa da vizinha! (que é bem jeitosa, a vizinha e não a casa).
Voltei a trás, fechei a porta e senti-me perdido: onde é que eu estou? tudo porque senti que estava no sítio certo. e no entanto "não estava" porque a casa era outra!
"Outra"? Olhei para todos os lados, para a (minha ??) porta, para a porta da vizinha (e bem jeitosa que ela é, a vizinha e não a porta), para a chaves que tinha na mão e para a fechadura da porta. Tudo me pereceu familiar. Voltei a entrar! Desconfiado é verdade, mas entrei. Tudo me pareceu familiar, desde a mobília aos tapetes (não) persas e aos cortinados. Vi que a cama é a minha e o psixé e o computador também. Afinal estou em MINHA casa. Então...?
Já mais calmo foi então que vi o recado da minha "sócia": mudei o visual da coisa!
Uf! Afinal não estou tão parvo como pensava; ainda sei reconhecer a minha casa, ainda que não logo, logo à primeira! Quer dizer: tenho dias...
Deixei passar uns momentos e fui para o duche. Já molhado tive que sair de toalha enrolada à cintura para abrir a porta. Era a encomenda do Nespresso. Que a vizinha também tinha encomendado e também estava recebendo. E que jeitosa que é (a vizinha, não a encomenda).
Ao ver-me de peito descoberto disse:

-Oh vizinho estava no banho?, nunca o vi assim!
-a... a.... pois, a... é pena, quero dizer... pois não, quero dizer...
-Até logo vizinho! e fechou a porta.
-...pois...
-Fecha a porta e vai para o banho! E fecha a boca também! disse da Lina que chegava do trabalho!
*********** Podia ter-se passado assim!!!***********
Como disse de início, tens (temos) toda a liberdade para modificar a "coisa". Desta só não gosto da cor, mas porque prefiro cores abertas, alegres; razão porque não gosto dos cinzentos...!
Queres tentar outra ideia?

terça-feira, 8 de junho de 2010

O BOM, O MAU E O PÉSSIMO

No decorrer desta semana parece que tudo correu mal, mas afinal tudo correu bem. Ou não!
A crise acentua-se a cada hora que passa.
É mau.
O povo chateia-se porque só viu a selecção durante dez minutos.
É mau.
Os impostos aumentam. Os vencimentos ficam congelados.
É (muito) mau.
A malta exulta porque "ganhámos" aos Camarões.
É bom.
Para combater a desertificação do interior vão encerrar escolas (900 ??) com menos de 21 alunos cujas famílias não sabem como vão poder pagar despesas que isso possa acarretar.
É mau.
A selecção foi recebida entusiasticamente na África do Sul.
É bom.
Com o anunciado encerramento das escolas os professores cada vez têm menos postos de trabalho.
É mau.
O ambiente que se vive dentro da selecção é bestial.
É bom.
O Drogba lesionou-se e se calhar não vai jogar o mundial.
É mau (para ele)
O Drogba se calhar cura-se a tempo de jogar no mundial.
É bom (para ele)
O Presidente Cavaco apela a que se passem férias cá dentro.
É bom.
O pessoal está sem dinheiro para as férias.
É mau.
Mas a maior preocupação é ganharmos o primeiro jogo do mundial.
Vai ser muito bom.
Senão... corre tudo muito mal.

domingo, 30 de maio de 2010

UMA OPINIÃO

Há um assunto (a religião católica, ou mais concretamente a Igreja), que evito referir numa abordagem irónica por respeito para com as pessoas que acreditam; sobretudo pelas que só acreditam e se demitem, consciente ou inconscientemente, de uma análise critica ao que lhes é dito em cada sermão.
(E nem mesmo “a sério” é meu hábito fazê-lo).
Todavia há sempre uma vez em que tenho vontade de falar e essa vez é hoje, a propósito da intervenção do Patriarca de Lisboa, afirmando que o PR não deveria ter promulgado a lei sobre os casamentos homossexuais.
Devo dizer que eu não votaria num referendo, sobre este assunto. Entendo que cada um ou cada uma, deve casar com quem entender. É um assunto que respeita aos próprios. Ponto! E se é a palavra “casar” que está no engulho da Igreja, então chamem-lhe contrato de união, de núpcias, ou de outra qualquer definição. Para todos o efeitos é um casamento.
Dizia: a Igreja não aceita que a sociedade civil interfira e/ou critique o comportamento dos seus elementos e dos seus comportamentos.
Porém acha-se no direito de intervir nessa mesma sociedade civil. Ainda que esta intervenção se projecte sobre cidadãos que não são católicos e que são cristãos só porque foram baptizados quando ainda bebés. Com essas opiniões e pensamentos acho que querem afastar das práticas religiosas homossexuais católicos. Porque também os há! Se vivêssemos uns 5 séculos atrás haveriam fogueiras nos pelourinhos?

terça-feira, 18 de maio de 2010

missão cumprida :p


O prometido é devido...diz lá que esta neve não é super gira, hein?
eheheh
Beijokas :)

sexta-feira, 14 de maio de 2010

miúdas giras 2



ehehehehehehehehe
Beijoka :)

MIÚDAS GIRAS

Há muitas miúdas giras! Muuuuuuitas! Mas nem todas são giras para todos. O mais difícil mesmo é adivinharmos que uma miúda é gira. Resta-nos acreditar que é gira, e pronto! E eu acredito! Mas uma imagem continua a valer por mil palavras, né? Até porque ainda estou à espera de ver uma fotos da neve holandesa. Promessas...
E a propósito de miúdass giras, hoje li que a Daniela Ruah está na lista de uma revista americana como a 88ª mais bela do mundo. Daquela lista, evidentemente!
Porque outras há que mereceriam lá estar. Pelo menos uma que eu sei... :)))

ÍNDIAS-ARTESANATO PINTADO


Para que "a clientela" não fique defraudada nas suas legítimas expectativas, cá estão as tais indias.
Porque pretendemos visitantes satisfeitos.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

SEMANA RICA

Esta tem sido uma semana fértil em acontecimentos. E têm sido tão marcantes que nem sei qual destacar.
Ora bem, vamos lá ver:
1-O Benfica confirmou o que se esperava: é o CAMPEÃO 2009/2010!
2-O TGV vai existir. (estou que nem posso, só de pensar o tempo que ainda falta para eu ir a Madrid em grande velocidade).
3-Um deputado gamou dois mini-gravadores a jornalistas, para proteger o seu (dele deputado) bom nome.
4-O presidente do grupo parlamentar do PS apressou-se a demonstrar apoio ao colega, o tal que gamou, afirmando que os jornalistas "às vezes exageram".
5-Um polícia, porque estava sózinho, teve que fechar a esquadra para ir socorrer uns colegas que andavam aos tiros.
6-Meio país está oficialmente autorizado a baldar-se ao trabalho, e o outro meio está a pensar converter-se.
7-O papa cumpriu a promessa de vir a Fátima se o Benfica fosse campeão.
Meia dúzia! Já é qualquer coisa.

domingo, 2 de maio de 2010

GOSTO de ESCREVER!


Perguntam-me:
-Porque escreves?
-Pois gosto…
-Mas para quê? Achas que alguém lê o que escreves?
-Não sei, mas eu escrevo porque gosto de escrever. Se lêem ou não, se gostam ou não, isso já me ultrapassa. Mas não abdico do prazer que me dá encher de letras uma página, seja uma folha de papel ou outro qualquer material de suporte gráfico.
Quando escrevo, escrevo sobre algo ou alguma coisa que imagino, ou que tenha visto, ou conjugando as duas.
E no que escrevo está a minha forma de sentir, do sentir dessas coisas imaginadas, vividas, ou ambas.
A minha maior limitação vê-se na forma e não no conteúdo.
Mas também nos conteúdos.
Se não faço melhor é porque não sei.
Ou porque não aprendi mais, o que vai dar no mesmo: não sei!
É a minha teimosia e também o prazer que me dá a escrita, o que me “arrasta e empurra” para continuar a fazê-lo.

quinta-feira, 29 de abril de 2010


Cautelas e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém...excepto à galinha hihihi
kuak :)
(só para começar em grande hihihihi)

segunda-feira, 26 de abril de 2010

LUGARES e LOCAIS

Sem saber exactamente como nem porquê gosto de estar num lugar, mesmo que seja a primeira vez que lá vá, enquanto que outros locais me são completamente indiferentes, e ainda outros há que detesto. Isto não é certamente nenhuma novidade e assim sendo deixo de lado mais considerações.
Neste 25 de Abril quis fazer uma coisa diferente, e fiz! Passeei por Sintra e Cabo da Roca, (a volta dos tristes) e de regresso a casa percorri a marginal quase toda fazendo uma paragem em Caxias onde existe um restaurante/esplanada mesmo junto à praia.
Aproveitando para saciar a sede, aliás para saciarmos a sede já que não estive só, lá estacionei a viatura e recostei-me numa das cadeiras debaixo de um dos chapéus-de-sol.
É agradável e, porque fica num nível mais baixo do que a estrada, não se ouve o ruído do trânsito. Já lá almocei várias vezes, jantei também e ouvi jazz ao vivo, numa qualquer sexta-feira.
Pode dizer-se que é um local banal como tantos outros junto a outras tantas praias.
Então porquê um post a propósito? Por nada em especial!
Só porque me apeteceu mencioná-lo.

sábado, 17 de abril de 2010

NOITES em BRANCO

É tarde. As três horas da manhã já lá vão mas o sono continua sem vir. É cedo!O livro, aberto, dorme ao meu lado no sofá. Já não tenho pachora para continuar a lê-lo. O livro não tem culpa. Nem o tema. A culpa é minha, só minha. Olho sem ver a televisão ainda ligada que transmite não sei que programa porque olho sem ver. Estranhamente também não penso. Sinto-me vazio, como que flutuando defronte de mim. Um sopro de brisa entra pela janela entreaberta fazendo ondular a cortina castanha salpicada de minúsculas flores douradas. Jogado no chão está o maço de tabaco, esgotado e amachucado em forma de bola. Na garrafa o resto de bebida tem o destino marcado: o copo sobre a mesa. É uma transação pacífica. Mas não é para já. Tem que "ir" devagar para que não acabe antes de eu adormecer. O mais certo é chegar a hora do café da manhã antes desse sono que sempre tarda. Não há forma de acabar com estas minhas noites. Noites que me parecem dias em dias que me parecem dias. Vivo dias sem noites. Vivo dia e noite sem noites. Vivo sem descanso. Passar noites acordado não me cansa. Mas estou cada vez mais cansado de passar noites as acordado.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

SEM TÍTULO

Uma ideia, um acreditar, um desafio, dúvidas e incertezas a cada passo até ao resultado final. Penso que é assim (enfim, andará por aí), que surgem coisas novas.
É o caso deste blog.
Nasceu da ideia de um, o outro acreditou, ambos aceitámos o desafio e entre as dúvidas e as incertezas que temos, vamos caminhar, escrevendo, por entre textos despretensiosos e comentários bem dispostos, confiados num bom resultado final sem fim à vista.
Porque sou um apaixonado pelo que faço, nem sempre faço da melhor maneira o que tenho a fazer. Porém faço! E não são poucas as vezes tenho que voltar a fazer.
Amanhã volto para continuar…

quarta-feira, 14 de abril de 2010

1ª vez


E é assim, com este pequenino poema que começo a minha participação neste blog a duas mãos...
Um desafio que lancei e...o feitiço virou-se contra o feiticeiro.
Espero que dê frutos e que seja uma boa experiência, afinal duas cabeças pensam melhor que uma.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

SOZINHO EM CASA


Olá...
já chegaram!!?!!?
Até que enfim...